Estudo desenvolvido com surdos mostra que aqueles que não usam língua de sinais formal não compreendem números grandes. Uma nova pesquisa realizada com pessoas surdas na Nicarágua mostrou que a linguagem pode desempenhar um papel importante na aprendizagem dos significados dos números, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago e publicada na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Estudos de campo apontaram que pessoas surdas na Nicarágua, que não tinha aprendido a língua de sinais formal, não têm uma compreensão completa de números maiores que três.
Os pesquisadores suspeitaram que a falta de compreensão de um número grande ocorria devido ao fato de que os nicaraguenses surdos não estavam aprendendo números ou os nomes dos números. Em vez disso, aprenderam a se comunicar com gestos que eles próprios haviam
desenvolvido, chamados "sinais familiares", uma linguagem desenvolvida na ausência de educação formal e da exposição à língua de sinais formal.
"A pesquisa não determina quais os aspectos da língua estão relacionados, mas sugere que a linguagem é um ponto importante na aquisição da lógica numeral", disse Betty Tuller, uma diretora do programa na Divisão de Comportamento e Ciências Cognitivas da National
Science Foundation, que financiou a pesquisa.
Enquanto as pessoas que usam sinais familiares têm gestos para o número, esses gestos são usados com precisão para apenas números pequenos - inferiores a três - e não para os grandes. Em contrapartida, os surdos que adquirem línguas de sinais
convencionais aprendem os valores dos grandes números, porque eles aprendem uma rotina de contagem na infância, assim como fazem as crianças que aprendem línguas faladas.
A vida que está por vir é muito mais importante do que aquela que ficou no passado. A estrada para o sucesso está sempre em construção. A vida não é um problema a ser resolvido, mas sim uma realidade para ser apreciada. Deixe para trás aquilo que não te leva para a frente
sábado, 12 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
descoberta da descoberta
Imagine-se sendo a mãe de uma criança que não está agindo normalmente e ser informado pelo seu médico que seu filho tem autismo , e em busca de outras opiniões você se depara com vários diagnósticos diferentes mais em todos lhe informam que não há nenhuma causa conhecida, e não há nenhum tratamento conhecido, exceto, talvez, algumas terapias comportamentais. É exatamente nesse dilema que eu venho vivendo... Meu filho hoje tem 3 anos e 3 meses ele não se comunica verbalmente ( mais tem seu próprio linguajar que não entendemos nada mais agi como se estivesse de fato numa conversa de igual pra igual) , em algum momentos desconexão e comportamentos repetitivos ( bater de pé no chão todo o tempo, agitar as mãos, ficar vesgo, abrir a geladeira todo o tempo que a vê fechada...) , agressividade, intolerância a palavra Não ( o que ele quer tem que ser hora e do jeito que ele estabelece) , alinha enlatados etc... Até onde venho lendo são alguns sintomas de autismo.
Enquanto não temos todas as respostas, e mais pesquisas são necessárias para identificar e validar as causas e tratamento do autismo, há novos sinais de esperança. Um estudo recém-publicado noThe Journal of American Medical Association por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis chamado " disfunção mitocondrial em Autismo ", descobriu uma grave e profunda subjacentes biológicas do autismo - um prejuízo adquirido da capacidade de produzir energia nas células, os danos à mitocôndria (as fábricas de energia em suas células), e um aumento do estresse oxidativo (a mesma reação química que faz com que os carros à ferrugem, as maçãs que ficam marrons de gordura, para se tornar rançoso e pele para rugas). Estes distúrbios no metabolismo energético não eram devidas a mutações genéticas, o que é visto freqüentemente em problemas da mitocôndria, mas uma condição das crianças estudadas adquirida no útero ou após o nascimento.
Mesmo diante das novas esperanças fico eu como uma boba e sendo orientada a procurar também ajuda medica (psicólogo) mais na verdade é apenas minha ansiedade que grita dentro de mim por uma simples resposta rápida e lógica. Hoje não consigo mais ver meu filho de maneira diferente aceito e entendo suas dificuldades e mesmo tentando entender melhor o seu mundo me perco com sua liberdade e me limito em muitos momentos e me questionar mais do que eu questiono.
Quando digo que aceito não quero dizer que ele não tem todo um acompanhamento médicos e terapeutas, digo que aceito por que vejo suas diferenças e não me lamento ou questiono nem a medicina muito menos a Deus...
Mais confesso que não é fácil ver meu filho acordar (como fez hoje) as 5:30 da manha gritando, chorando e sentado batendo a cabeça na parede sem dizer o que esta acontecendo, nem o que o incomodou, nem o por que está fazendo aquilo, como eu posso ajudar em fim... me resta conter minha frustração e tristeza e tentar entendê-lo e acalmá-lo fazendo o que a mim é possível oferecer chocolate quente, depois água, depois beijo, colo, e por fim deitá-lo e me sentar junto dele intercalando entre um cafuné e uma bela massagem nos pés enquanto canto baixinho.
Não que seja tudo um diagnostico por que o único diagnostico ao certo que tenho é que ele é meu filho e eu o amo incondicionalmente, mais um diagnostico médico logo (sem tantos contratempo) pudesse fazer alguma diferença em seu aprendizado.
É bem difícil em alguns momentos e nos outros não é fácil (risos kkkk) , mais não é difícil o bastante que me faça desistir ou expor ele a ironias e comparações... os questionamentos irão existir e sua missão vai prosseguir e a minha é aprender com ele cada dia que o amor e em seus pequenos gestos são grandes analgésicos acreditem.
Beijos no coração de todos vocês
Enquanto não temos todas as respostas, e mais pesquisas são necessárias para identificar e validar as causas e tratamento do autismo, há novos sinais de esperança. Um estudo recém-publicado noThe Journal of American Medical Association por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis chamado " disfunção mitocondrial em Autismo ", descobriu uma grave e profunda subjacentes biológicas do autismo - um prejuízo adquirido da capacidade de produzir energia nas células, os danos à mitocôndria (as fábricas de energia em suas células), e um aumento do estresse oxidativo (a mesma reação química que faz com que os carros à ferrugem, as maçãs que ficam marrons de gordura, para se tornar rançoso e pele para rugas). Estes distúrbios no metabolismo energético não eram devidas a mutações genéticas, o que é visto freqüentemente em problemas da mitocôndria, mas uma condição das crianças estudadas adquirida no útero ou após o nascimento.
Mesmo diante das novas esperanças fico eu como uma boba e sendo orientada a procurar também ajuda medica (psicólogo) mais na verdade é apenas minha ansiedade que grita dentro de mim por uma simples resposta rápida e lógica. Hoje não consigo mais ver meu filho de maneira diferente aceito e entendo suas dificuldades e mesmo tentando entender melhor o seu mundo me perco com sua liberdade e me limito em muitos momentos e me questionar mais do que eu questiono.
Quando digo que aceito não quero dizer que ele não tem todo um acompanhamento médicos e terapeutas, digo que aceito por que vejo suas diferenças e não me lamento ou questiono nem a medicina muito menos a Deus...
Mais confesso que não é fácil ver meu filho acordar (como fez hoje) as 5:30 da manha gritando, chorando e sentado batendo a cabeça na parede sem dizer o que esta acontecendo, nem o que o incomodou, nem o por que está fazendo aquilo, como eu posso ajudar em fim... me resta conter minha frustração e tristeza e tentar entendê-lo e acalmá-lo fazendo o que a mim é possível oferecer chocolate quente, depois água, depois beijo, colo, e por fim deitá-lo e me sentar junto dele intercalando entre um cafuné e uma bela massagem nos pés enquanto canto baixinho.
Não que seja tudo um diagnostico por que o único diagnostico ao certo que tenho é que ele é meu filho e eu o amo incondicionalmente, mais um diagnostico médico logo (sem tantos contratempo) pudesse fazer alguma diferença em seu aprendizado.
É bem difícil em alguns momentos e nos outros não é fácil (risos kkkk) , mais não é difícil o bastante que me faça desistir ou expor ele a ironias e comparações... os questionamentos irão existir e sua missão vai prosseguir e a minha é aprender com ele cada dia que o amor e em seus pequenos gestos são grandes analgésicos acreditem.
Beijos no coração de todos vocês
Brasileiro conta como estudo sobre autismo levou ao das origens da inteligência
O que aconteceria com um macaco que recebesse o implante de genes humanos supostamente relacionados à inteligência? Se o animal ganhasse algum grau de consciência, ele passaria a ter, ao menos em parte, os direitos legais de uma pessoa?
Perguntas que parecem coisa de ficção científica podem agora forçar um debate na comunidade científica, graças ao trabalho do biólogo paulista Alysson Muotri.
"Isso vai ter de passar por comitês de ética em pesquisa, porque a gente quer realmente partir por aí", afirma o cientista, professor da UCSD (Universidade da Califórnia em San Diego).
Muotri ganhou notoriedade recentemente ao publicar trabalhos sobre autismo, nos quais conseguiu reproduzir o comportamento dos neurônios de crianças portadoras de uma forma da doença.
A técnica usada por ele --a das células iPS, que permite transformar amostras de pele em neurônios-- abriu também uma avenida para enfrentar uma questão mais conceitual. Em entrevista à Folha, o cientista conta como investigar o autismo desembocou no estudo das origens da inteligência.
Folha - A sua pesquisa indica que a genética praticamente determina o futuro das células das crianças autistas. Essa evidência não vai desagradar os que propõem causas ambientais para a doença?
Alysson Muotri - É uma forte evidência, mas ela não exclui fatores ambientais. Agora, isso vem confirmar o que a maioria dos cientistas diz hoje: as doenças do espectro do autismo são praticamente 90% de origem genética.
Já existem mais de 300 genes relacionados com o autismo, e até a gente entender como esses genes contribuem para um mesmo fenótipo [característica], vai ser complicado. O genoma é complexo, e não vai ser uma ou outra alteração sozinha que vai provocar a doença.
Mas, trabalhando com a célula iPS, a gente consegue capturar o genoma inteiro da célula do paciente nesse estado pluripotente [primitivo] e aí diferenciá-la em neurônio. Então, não importa muito qual é o gene ou quais são os genes envolvidos. A gente tem o produto final, que é o neurônio com problemas.
O sr. levou seis cientistas brasileiros com carreiras promissoras para trabalhar nos EUA e hoje diz que a fuga de cérebros é uma "ilusão patriótica". A saída de bons cientistas do país não pode prejudicar a pesquisa nacional?
Para algumas pessoas, o real patriotismo é abandonar as melhores condições de trabalho que você tem no exterior e voltar ao Brasil. Alguns dizem "vem aqui sofrer com a gente, vamos juntos tentar melhorar este país".
Quando chegou um momento na minha carreira aqui em San Diego em que eu tive que tomar uma decisão, o que veio na minha cabeça foi uma pergunta: o que eu sei fazer de melhor? Se a minha resposta fosse "formação de pessoal", talvez eu tivesse decidido voltar. Mas não me vejo nisso.
Como brasileiro, eu achei que a melhor coisa seria tirar vantagem do sistema americano e fazer com que a coisa funcionasse aqui. Uma coisa que eu faço para estar sempre em comunicação com o Brasil é justamente trazer estudantes brasileiros para o meu grupo. Eu tento manter no laboratório 50% de estudantes brasileiros e 50% de outros países.
Pesquisadores que trabalham com células-tronco reclamam muito das grandes revistas científicas e até já fizeram um manifesto contra a formação de "panelinhas" -revisores que dificultam a publicação de estudos dos que não pertencem ao grupo. Você acha que o sistema precisa mudar?
Eu acho que existe hoje, sim, um pouco de viés nessas publicações. Algumas revistas, principalmente as de alto impacto, acabam se baseando muito só na opinião de alguns pesquisadores. O que eu acho ideal seria alguma coisa parecida com o que se faz hoje na matemática e na física. A ideia é a de colocar o seu trabalho aberto na internet assim que ele estiver pronto. Dessa forma, pesquisadores do mundo todo terão acesso à sua pesquisa e poderão avaliá-la.
*Fora dos trabalhos em biomedicina, o que vão fazer no campo da ciência básica? Ainda estão pensando em trabalhar com macacos?
Um interesse bem básico que eu tenho é o de entender como e por que o cérebro humano é diferente dos outros. A gente tem a capacidade que nenhum outro animal tem, que é a da teoria da mente. A teoria da mente, explicando de uma forma bem leiga, é o fato de você conseguir se colocar na mente de uma outra pessoa e entender que tipo de coisa ela pode estar sentindo ou pensando em determinada situação.
Nenhum outro animal demonstrou ter essa capacidade. Isso deve ter surgido como um fator-chave para a nossa organização social. Bem, tudo isso surge, em última instância, das células embrionárias que acabam se desenvolvendo e formando um sistema nervoso. Dentro disso, tem duas áreas básicas que eu busco entender.
Uma área é o desenvolvimento neural do cérebro, comparando os humanos com o cérebro dos nossos "primos", como o chimpanzé e o bonobo. A gente derivou células iPS de humanos e de macacos, e a gente está instruindo essas células a formar um sistema nervoso em cultura, para acompanhar passo a passo quais são as similaridades e quais são as diferenças entre humanos e outros primatas.
O que a gente tem visto são coisas bem inesperadas, que devem revelar bastante coisa e até render ideias novas sobre aspectos do autismo e de algumas outras doenças.
A outra linha tem a ver com os retroelementos, os "genes saltadores" [que fazem cópias de si mesmos ao longo do DNA]. Ninguém questiona que nosso genoma tem toda a informação capaz de gerar um cérebro, da mesma forma que os outros primatas também conseguem gerar o cérebro a partir do genoma que eles têm. A questão é: como formar um cérebro inteligente e criativo?
Deve ter algum outro fator ali no cérebro humano que contribui para essa criatividade. O que a gente acabou postulando é que esse DNA-lixo, que aparentemente não tem nenhuma função, mas que abriga os genes saltadores, poderia estar envolvido na geração dessa diversidade neural, ao modificar o genoma original das células.
A gente não entende esse processo como sendo uma coisa essencial para a formação do cérebro, mas ele seria um "tempero" nessa criatividade que a gente tem, essa individualidade humana.
Será possível realizar um experimento com macacos que os faça adquirir esses genes saltadores dos humanos?
A gente pensa nisso, e isso é uma coisa que vai ter que ser discutida com a sociedade. Isso vai ter que passar por comitês de ética em pesquisa, porque a gente quer realmente partir por aí.
Pode ser que você comece a criar essas redes neurais mais sofisticadas no cérebro de macaco. E aí ele poderia começar a ter consciência. A partir desse momento, será que ele não se torna um ser "humanizado"? E, caso se torne, ele passaria a ter os mesmos direitos que as pessoas? Se a resposta for sim, ele não poderia ser cobaia.
Eu não tenho as respostas para isso, mas em algum momento a ciência vai começar a chegar a esse ponto e isso vai ter que ser discutido. Eu antecipo esse tipo de discussão, mas não tenho uma resposta para isso. Não sei se é certo ou errado.
Perguntas que parecem coisa de ficção científica podem agora forçar um debate na comunidade científica, graças ao trabalho do biólogo paulista Alysson Muotri.
"Isso vai ter de passar por comitês de ética em pesquisa, porque a gente quer realmente partir por aí", afirma o cientista, professor da UCSD (Universidade da Califórnia em San Diego).
Muotri ganhou notoriedade recentemente ao publicar trabalhos sobre autismo, nos quais conseguiu reproduzir o comportamento dos neurônios de crianças portadoras de uma forma da doença.
A técnica usada por ele --a das células iPS, que permite transformar amostras de pele em neurônios-- abriu também uma avenida para enfrentar uma questão mais conceitual. Em entrevista à Folha, o cientista conta como investigar o autismo desembocou no estudo das origens da inteligência.
Folha - A sua pesquisa indica que a genética praticamente determina o futuro das células das crianças autistas. Essa evidência não vai desagradar os que propõem causas ambientais para a doença?
Alysson Muotri - É uma forte evidência, mas ela não exclui fatores ambientais. Agora, isso vem confirmar o que a maioria dos cientistas diz hoje: as doenças do espectro do autismo são praticamente 90% de origem genética.
Já existem mais de 300 genes relacionados com o autismo, e até a gente entender como esses genes contribuem para um mesmo fenótipo [característica], vai ser complicado. O genoma é complexo, e não vai ser uma ou outra alteração sozinha que vai provocar a doença.
Mas, trabalhando com a célula iPS, a gente consegue capturar o genoma inteiro da célula do paciente nesse estado pluripotente [primitivo] e aí diferenciá-la em neurônio. Então, não importa muito qual é o gene ou quais são os genes envolvidos. A gente tem o produto final, que é o neurônio com problemas.
O sr. levou seis cientistas brasileiros com carreiras promissoras para trabalhar nos EUA e hoje diz que a fuga de cérebros é uma "ilusão patriótica". A saída de bons cientistas do país não pode prejudicar a pesquisa nacional?
Para algumas pessoas, o real patriotismo é abandonar as melhores condições de trabalho que você tem no exterior e voltar ao Brasil. Alguns dizem "vem aqui sofrer com a gente, vamos juntos tentar melhorar este país".
Quando chegou um momento na minha carreira aqui em San Diego em que eu tive que tomar uma decisão, o que veio na minha cabeça foi uma pergunta: o que eu sei fazer de melhor? Se a minha resposta fosse "formação de pessoal", talvez eu tivesse decidido voltar. Mas não me vejo nisso.
Como brasileiro, eu achei que a melhor coisa seria tirar vantagem do sistema americano e fazer com que a coisa funcionasse aqui. Uma coisa que eu faço para estar sempre em comunicação com o Brasil é justamente trazer estudantes brasileiros para o meu grupo. Eu tento manter no laboratório 50% de estudantes brasileiros e 50% de outros países.
Pesquisadores que trabalham com células-tronco reclamam muito das grandes revistas científicas e até já fizeram um manifesto contra a formação de "panelinhas" -revisores que dificultam a publicação de estudos dos que não pertencem ao grupo. Você acha que o sistema precisa mudar?
Eu acho que existe hoje, sim, um pouco de viés nessas publicações. Algumas revistas, principalmente as de alto impacto, acabam se baseando muito só na opinião de alguns pesquisadores. O que eu acho ideal seria alguma coisa parecida com o que se faz hoje na matemática e na física. A ideia é a de colocar o seu trabalho aberto na internet assim que ele estiver pronto. Dessa forma, pesquisadores do mundo todo terão acesso à sua pesquisa e poderão avaliá-la.
*Fora dos trabalhos em biomedicina, o que vão fazer no campo da ciência básica? Ainda estão pensando em trabalhar com macacos?
Um interesse bem básico que eu tenho é o de entender como e por que o cérebro humano é diferente dos outros. A gente tem a capacidade que nenhum outro animal tem, que é a da teoria da mente. A teoria da mente, explicando de uma forma bem leiga, é o fato de você conseguir se colocar na mente de uma outra pessoa e entender que tipo de coisa ela pode estar sentindo ou pensando em determinada situação.
Nenhum outro animal demonstrou ter essa capacidade. Isso deve ter surgido como um fator-chave para a nossa organização social. Bem, tudo isso surge, em última instância, das células embrionárias que acabam se desenvolvendo e formando um sistema nervoso. Dentro disso, tem duas áreas básicas que eu busco entender.
Uma área é o desenvolvimento neural do cérebro, comparando os humanos com o cérebro dos nossos "primos", como o chimpanzé e o bonobo. A gente derivou células iPS de humanos e de macacos, e a gente está instruindo essas células a formar um sistema nervoso em cultura, para acompanhar passo a passo quais são as similaridades e quais são as diferenças entre humanos e outros primatas.
O que a gente tem visto são coisas bem inesperadas, que devem revelar bastante coisa e até render ideias novas sobre aspectos do autismo e de algumas outras doenças.
A outra linha tem a ver com os retroelementos, os "genes saltadores" [que fazem cópias de si mesmos ao longo do DNA]. Ninguém questiona que nosso genoma tem toda a informação capaz de gerar um cérebro, da mesma forma que os outros primatas também conseguem gerar o cérebro a partir do genoma que eles têm. A questão é: como formar um cérebro inteligente e criativo?
Deve ter algum outro fator ali no cérebro humano que contribui para essa criatividade. O que a gente acabou postulando é que esse DNA-lixo, que aparentemente não tem nenhuma função, mas que abriga os genes saltadores, poderia estar envolvido na geração dessa diversidade neural, ao modificar o genoma original das células.
A gente não entende esse processo como sendo uma coisa essencial para a formação do cérebro, mas ele seria um "tempero" nessa criatividade que a gente tem, essa individualidade humana.
Será possível realizar um experimento com macacos que os faça adquirir esses genes saltadores dos humanos?
A gente pensa nisso, e isso é uma coisa que vai ter que ser discutida com a sociedade. Isso vai ter que passar por comitês de ética em pesquisa, porque a gente quer realmente partir por aí.
Pode ser que você comece a criar essas redes neurais mais sofisticadas no cérebro de macaco. E aí ele poderia começar a ter consciência. A partir desse momento, será que ele não se torna um ser "humanizado"? E, caso se torne, ele passaria a ter os mesmos direitos que as pessoas? Se a resposta for sim, ele não poderia ser cobaia.
Eu não tenho as respostas para isso, mas em algum momento a ciência vai começar a chegar a esse ponto e isso vai ter que ser discutido. Eu antecipo esse tipo de discussão, mas não tenho uma resposta para isso. Não sei se é certo ou errado.
Gripe A:
OMS anuncia casos de narcolepsia associados a vacina em pelo menos 12 países
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou hoje que pelo menos 12 países registaram casos de narcolepsia em crianças e adolescentes que previamente tinham sido vacinados contra a gripe A.
O Comité Consultivo Mundial da Segurança de Vacinas da OMS publicou um comunicado no qual precisa que "desde Agosto de 2010 e depois de vacinações maciças contra o vírus da gripe A (H1N1) em 2009, se detectaram casos de narcolepsia em crianças e adolescentes em pelo menos 12 países".
O grupo sublinhou que é necessária "mais investigação" para determinar a relação exacta entre os casos de narcolepsia e a vacinação contra a gripe, tanto com a vacina Pandermix ou com outra.
A narcolepsia é um estado patológico que produz acessos irresistíveis de sono em qualquer momento.
O estudo completo e definitivo sobre a relação entre a narcolepsia e esta vacina será divulgado a 31 de Agosto.
Na semana passada, a OMS anunciou que estava a investigar um aumento de casos de narcolepsia na Finlândia que podia estar relacionado com a vacina Pandermix do fabricante Glaxo, dado que todos os afectados pareciam ter sido imunizados com o mesmo produto.
O governo da Finlândia informou que tinha identificado casos de narcolepsia entre vacinados contra a gripe A (H1N1) com idades entre quatro e 19 anos.
Em Helsínquia, o Instituto de Saúde e Bem-estar da Finlândia (THL) publicou um estudo segundo o qual a vacina contra a gripe A (H1N1) Pandermix, fabricada pela companhia farmacêutica GlaxoSmithKline, multiplica o risco de contrair narcolepsia infantil.
Segundo aquele estudo, entre 2009 e 2010 foram diagnosticados 60 casos de narcolepsia em crianças e adolescentes finlandeses com idades entre os quatro e os 19 anos, dos quais 52 (quase 90 por cento) tinham sido vacinados com Pandermix.
O fenómeno levou as autoridades sanitárias finlandesas a interromper a utilização desta vacina de forma preventiva até determinar os eventuais efeitos secundários.
A OMS doou 36 milhões de doses de Pandermix a 18 países em desenvolvimento, incluindo três da América Latina, mas até ao momento não houve notícias de quaisquer casos de narcolepsia.
Os 18 países são: Arménia, Azerbeijão, Bangladesh, Bolívia, Burkina Faso, Cuba, Coreia do Norte, El Salvador, Etiópia, Gana, Namíbia, Filipinas, Tajaquistão, Togo, Ruanda, Quénia, Mongólia e Senegal.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou hoje que pelo menos 12 países registaram casos de narcolepsia em crianças e adolescentes que previamente tinham sido vacinados contra a gripe A.
O Comité Consultivo Mundial da Segurança de Vacinas da OMS publicou um comunicado no qual precisa que "desde Agosto de 2010 e depois de vacinações maciças contra o vírus da gripe A (H1N1) em 2009, se detectaram casos de narcolepsia em crianças e adolescentes em pelo menos 12 países".
O grupo sublinhou que é necessária "mais investigação" para determinar a relação exacta entre os casos de narcolepsia e a vacinação contra a gripe, tanto com a vacina Pandermix ou com outra.
A narcolepsia é um estado patológico que produz acessos irresistíveis de sono em qualquer momento.
O estudo completo e definitivo sobre a relação entre a narcolepsia e esta vacina será divulgado a 31 de Agosto.
Na semana passada, a OMS anunciou que estava a investigar um aumento de casos de narcolepsia na Finlândia que podia estar relacionado com a vacina Pandermix do fabricante Glaxo, dado que todos os afectados pareciam ter sido imunizados com o mesmo produto.
O governo da Finlândia informou que tinha identificado casos de narcolepsia entre vacinados contra a gripe A (H1N1) com idades entre quatro e 19 anos.
Em Helsínquia, o Instituto de Saúde e Bem-estar da Finlândia (THL) publicou um estudo segundo o qual a vacina contra a gripe A (H1N1) Pandermix, fabricada pela companhia farmacêutica GlaxoSmithKline, multiplica o risco de contrair narcolepsia infantil.
Segundo aquele estudo, entre 2009 e 2010 foram diagnosticados 60 casos de narcolepsia em crianças e adolescentes finlandeses com idades entre os quatro e os 19 anos, dos quais 52 (quase 90 por cento) tinham sido vacinados com Pandermix.
O fenómeno levou as autoridades sanitárias finlandesas a interromper a utilização desta vacina de forma preventiva até determinar os eventuais efeitos secundários.
A OMS doou 36 milhões de doses de Pandermix a 18 países em desenvolvimento, incluindo três da América Latina, mas até ao momento não houve notícias de quaisquer casos de narcolepsia.
Os 18 países são: Arménia, Azerbeijão, Bangladesh, Bolívia, Burkina Faso, Cuba, Coreia do Norte, El Salvador, Etiópia, Gana, Namíbia, Filipinas, Tajaquistão, Togo, Ruanda, Quénia, Mongólia e Senegal.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
AUTISMO
O autismo é uma alteração cerebral, uma desordem que compromete o desenvolvimento psiconeurológico e afeta a capacidade da pessoa se comunicar, compreender e falar, afeta seu convivio social.
O autismo infantil é um transtorno do desenvolvimento que manifesta-se antes dos 3 anos de idade, e é mais comum em meninos que em meninas e não necessariamente é acompanhado de retardo mental pois existem casos de crianças que apresentam inteligência e fala intactas.
Existe também o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID) que difere do autismo infantil por evidenciar-se somente depois dos 3 anos de idade, referir-se a um desenvolvimento anormal e prejudicado e não preencher todos os critério de diagnóstico. O autismo atípico surge mais freqüentemente em indivíduos com deficiência mental profunda e em indivíduos com um grave transtorno específico do desenvolvimento da recepção da linguagem.
Por ainda não ter uma causa específica definida, é chamado de Síndrome (=conjunto de sintomas) e como em qualquer síndrome o grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando e atinge todas as classe sociais, em todo o mundo.
Leo Karnner foi o primeiro a classificar o autismo em 1943, logo após em 1944 Hans Asperger pesquisou e classificou a Síndrome de Asperger, um dos espectros mais conhecidos do Autismo.
HISTÓRIA - CONCEITO DO AUTISMO
Leo Kanner ( Psiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos. Nascido em 13 de junho de 1894, em Klekotow, Áustria e falecido em 4 de abril de 1981 ) e m 1943 publicou a obra que associou seu nome ao autismo "Autistic disturbances of affective contact", na revsta Nervous Children, número 2, páginas 217-250. Nela estudou e descreveu a condição de 11 crianças consideradas especiais, que tinham em comum "um isolamento extremo desde o início da vida e um desejo obsessivo pela preservação da rotina", denominando-as de "autistas".
Já existiram muitos questionamentos e hipoteses sobre origem do autismo. Uma delas era de que os pais poderiam ser culpados pelo extremo isom=lamento da criança, Então 1969 durante a primeira assembelia da National Society for Autistic Children (hoje Autism Society of America - ASA) , Leo Kanner absolve publicamente os pais de serem a causa do desenvolvimento da sindrome autistica em seus filhos. Ele continuou a ocupar-se de crianças com autismo por muito tempo, por isso voltou a sua primeira hipotese de que o autismo é um disturbio inato do desenvolvimento.
Em 1972 nos Estados Unidos é reconhecido o programa TEACCH – The Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children ( em português: Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação) criado por Eric Schopler Professor de psicologia e diretor desse programa da Universidade da Carolina do Norte até 1994. Um dos pontos principais desse método é a colaboração entre equipe educadora e a família.
A partir de 1980 com a 3ª edicão do Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM III) é introduzido o capitulo dedicado a Distúrbio Generalizado do Desenvolvimento no qual o autismo passa a estar.
SINTOMAS COMUNS
Conforme - ASA ( Autism Society of American). A maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança variando em intensidade de mais severo a mais brando.
1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças
2. Riso inapropriado
3. Pouco ou nenhum contato visual
4. Não quer ser tocado
5. Isolamento; modos arredios
6. Gira objetos
7. Cheira ou lambe os brinquedos, Inapropriada fixação em objetos
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
10. Aparente insensibilidade à dor
11. Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente
12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares)
13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
14. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
15. Age como se estivesse surdo
16. Dificuldade de comunicação em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras
17. Não tem real noção do perigo
18. Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos
COMPORTAMENTOS DO INDIVÍDUO COM AUTISMO
(Segundo a ASA)
USA AS PESSOAS COMO FERRAMENTAS
RESISTE A MUDANÇAS DE ROTINA
NÃO SE MISTURA COM OUTRAS CRIANÇAS
APEGO NÃO APROPRIADO A OBJETOS
NÃO MANTÉM CONTATO VISUAL
AGE COMO SE FOSSE SURDO
RESISTE AO APRENDIZADO
NÃO DEMONSTRA MEDO DE PERIGOS
RISOS E MOVIMENTOS NÃO APROPRIADOS
RESISTE AO CONTATO FÍSICO
ACENTUADA HIPERATIVIDADE FÍSICA
GIRA OBJETOS DE MANEIRA BIZARRA E PECULIAR
ÀS VEZES É AGRESSIVO E DESTRUTIVO
MODO E COMPORTAMENTO INDIFERENTE E ARREDIO
ALGUNS ESPECTROS DO AUTISMO
Ao conjunto de determinadas variações, chamamos de Espectro do Autismo, pois somam-se as características autísticas, outras específicas de cada grupo de outros sintomas.
Distúrbio Abrangente do Desenvolvimento
CAUSAS DO AUTISMO
A causa específica, ainda é desconhecida mais há várias suspeitas de que pode compreender alguns desses fatores:
Influência Genética
Vírus
Toxinas e poluição.
desordenes metabólicos
Intolerância inmunologica
Infecções virais e grandes doses de antibioticos nos primeiros 3 anos.
SOBRE METAIS PESADOS - Uma das possíveis causas
Os seres vivos necessitam de pequenas quantidades de alguns desses metais, incluindo cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio, e zinco, para a realização de funções vitais no organismo. Porém níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. Outros metais pesados como o chumbo e cádmio e o mercúrio já citado antes, não possuem nenhuma função dentro dos organismos e a sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos.
Quando lançados como resíduos industriais, na água, no solo ou no ar, esses elementos podem ser absorvidos pelos vegetais e animais das proximidades, provocando graves intoxicações ao longo da cadeia alimentar.
A ingestão, inalação ou absorção pela pele, de metais pesados ou substâncias que componham o mesmo, pode resultar em situações como o autismo, atraso mental, doenças, cansaço ou o sindroma do Golfo.
Porém ainda que sendo apenas uma hipotése , ela não deixa de ter boas bases científicas e hoje os laboratórios começam a abandonar o uso do mercúrio como conservante, em parte devido à pressão da opinião pública.
Mesmo que esse seja o motivo para o autismo não é o único. Existem diversas substâncias que estamos a acostumados de certo modo e algumas nos são impostas no convívio social como tabaco, poluição (sobretudo os gases de escape dos automóveis e fábricas), álcool, vemos que estamos vivendo num mundo demasiado poluído e que pode agravar toda esta situação.
A Medicina Alternatica Complementar (CAM), portanto, pode ajudar pessoas com autismo. Ao verificar qual foi o dano causado no organismo (seja no sistema imunológico, alérgias ou outros problemas) e trabalhar na busca de uma solução, existem dietas, tratamentos farmacológicos e terapias que em conjunto podem auxiliar a solucionar ou amenizar situações graves. E todo e qualquer tratamento iniciado precocemente terá melhores resultados.
O autismo é uma alteração cerebral, uma desordem que compromete o desenvolvimento psiconeurológico e afeta a capacidade da pessoa se comunicar, compreender e falar, afeta seu convivio social.
O autismo infantil é um transtorno do desenvolvimento que manifesta-se antes dos 3 anos de idade, e é mais comum em meninos que em meninas e não necessariamente é acompanhado de retardo mental pois existem casos de crianças que apresentam inteligência e fala intactas.
Existe também o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID) que difere do autismo infantil por evidenciar-se somente depois dos 3 anos de idade, referir-se a um desenvolvimento anormal e prejudicado e não preencher todos os critério de diagnóstico. O autismo atípico surge mais freqüentemente em indivíduos com deficiência mental profunda e em indivíduos com um grave transtorno específico do desenvolvimento da recepção da linguagem.
Por ainda não ter uma causa específica definida, é chamado de Síndrome (=conjunto de sintomas) e como em qualquer síndrome o grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando e atinge todas as classe sociais, em todo o mundo.
Leo Karnner foi o primeiro a classificar o autismo em 1943, logo após em 1944 Hans Asperger pesquisou e classificou a Síndrome de Asperger, um dos espectros mais conhecidos do Autismo.
HISTÓRIA - CONCEITO DO AUTISMO
Leo Kanner ( Psiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos. Nascido em 13 de junho de 1894, em Klekotow, Áustria e falecido em 4 de abril de 1981 ) e m 1943 publicou a obra que associou seu nome ao autismo "Autistic disturbances of affective contact", na revsta Nervous Children, número 2, páginas 217-250. Nela estudou e descreveu a condição de 11 crianças consideradas especiais, que tinham em comum "um isolamento extremo desde o início da vida e um desejo obsessivo pela preservação da rotina", denominando-as de "autistas".
Já existiram muitos questionamentos e hipoteses sobre origem do autismo. Uma delas era de que os pais poderiam ser culpados pelo extremo isom=lamento da criança, Então 1969 durante a primeira assembelia da National Society for Autistic Children (hoje Autism Society of America - ASA) , Leo Kanner absolve publicamente os pais de serem a causa do desenvolvimento da sindrome autistica em seus filhos. Ele continuou a ocupar-se de crianças com autismo por muito tempo, por isso voltou a sua primeira hipotese de que o autismo é um disturbio inato do desenvolvimento.
Em 1972 nos Estados Unidos é reconhecido o programa TEACCH – The Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children ( em português: Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação) criado por Eric Schopler Professor de psicologia e diretor desse programa da Universidade da Carolina do Norte até 1994. Um dos pontos principais desse método é a colaboração entre equipe educadora e a família.
A partir de 1980 com a 3ª edicão do Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM III) é introduzido o capitulo dedicado a Distúrbio Generalizado do Desenvolvimento no qual o autismo passa a estar.
SINTOMAS COMUNS
Conforme - ASA ( Autism Society of American). A maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança variando em intensidade de mais severo a mais brando.
1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças
2. Riso inapropriado
3. Pouco ou nenhum contato visual
4. Não quer ser tocado
5. Isolamento; modos arredios
6. Gira objetos
7. Cheira ou lambe os brinquedos, Inapropriada fixação em objetos
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
10. Aparente insensibilidade à dor
11. Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente
12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares)
13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
14. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
15. Age como se estivesse surdo
16. Dificuldade de comunicação em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras
17. Não tem real noção do perigo
18. Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos
COMPORTAMENTOS DO INDIVÍDUO COM AUTISMO
(Segundo a ASA)
USA AS PESSOAS COMO FERRAMENTAS
RESISTE A MUDANÇAS DE ROTINA
NÃO SE MISTURA COM OUTRAS CRIANÇAS
APEGO NÃO APROPRIADO A OBJETOS
NÃO MANTÉM CONTATO VISUAL
AGE COMO SE FOSSE SURDO
RESISTE AO APRENDIZADO
NÃO DEMONSTRA MEDO DE PERIGOS
RISOS E MOVIMENTOS NÃO APROPRIADOS
RESISTE AO CONTATO FÍSICO
ACENTUADA HIPERATIVIDADE FÍSICA
GIRA OBJETOS DE MANEIRA BIZARRA E PECULIAR
ÀS VEZES É AGRESSIVO E DESTRUTIVO
MODO E COMPORTAMENTO INDIFERENTE E ARREDIO
ALGUNS ESPECTROS DO AUTISMO
Ao conjunto de determinadas variações, chamamos de Espectro do Autismo, pois somam-se as características autísticas, outras específicas de cada grupo de outros sintomas.
Distúrbio Abrangente do Desenvolvimento
CAUSAS DO AUTISMO
A causa específica, ainda é desconhecida mais há várias suspeitas de que pode compreender alguns desses fatores:
Influência Genética
Vírus
Toxinas e poluição.
desordenes metabólicos
Intolerância inmunologica
Infecções virais e grandes doses de antibioticos nos primeiros 3 anos.
SOBRE METAIS PESADOS - Uma das possíveis causas
Os seres vivos necessitam de pequenas quantidades de alguns desses metais, incluindo cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio, e zinco, para a realização de funções vitais no organismo. Porém níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. Outros metais pesados como o chumbo e cádmio e o mercúrio já citado antes, não possuem nenhuma função dentro dos organismos e a sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos.
Quando lançados como resíduos industriais, na água, no solo ou no ar, esses elementos podem ser absorvidos pelos vegetais e animais das proximidades, provocando graves intoxicações ao longo da cadeia alimentar.
A ingestão, inalação ou absorção pela pele, de metais pesados ou substâncias que componham o mesmo, pode resultar em situações como o autismo, atraso mental, doenças, cansaço ou o sindroma do Golfo.
Porém ainda que sendo apenas uma hipotése , ela não deixa de ter boas bases científicas e hoje os laboratórios começam a abandonar o uso do mercúrio como conservante, em parte devido à pressão da opinião pública.
Mesmo que esse seja o motivo para o autismo não é o único. Existem diversas substâncias que estamos a acostumados de certo modo e algumas nos são impostas no convívio social como tabaco, poluição (sobretudo os gases de escape dos automóveis e fábricas), álcool, vemos que estamos vivendo num mundo demasiado poluído e que pode agravar toda esta situação.
A Medicina Alternatica Complementar (CAM), portanto, pode ajudar pessoas com autismo. Ao verificar qual foi o dano causado no organismo (seja no sistema imunológico, alérgias ou outros problemas) e trabalhar na busca de uma solução, existem dietas, tratamentos farmacológicos e terapias que em conjunto podem auxiliar a solucionar ou amenizar situações graves. E todo e qualquer tratamento iniciado precocemente terá melhores resultados.
Medicina Ortomolecular/Biomolecular
Quelação de Metais Tóxicos e Autismo
Quelação(Ou desintoxicação de metais pesados) Trata-se de uma terapia simples e utilizada há vários anos com muito sucesso por milhares de famílias nos Estados Unidos e Europa. Consiste num protocolo de administração de agentes queladores, produtos capazes de se agregarem a minerais tóxicos e excretá-los do organismo através das fezes e urina.
Autismo x Mercúrio
A terapia de quelação tem demonstrado excelentes resultados em indivíduos autistas. Já é sabido que os autistas tem uma predisposição para reter mercúrio no organismo provocando sérios danos principalmente ao sistema nervoso central. O mercúrio é a segunda substância mais tóxica do planeta, e tem por característica se instalar no cérebro. Daí a importância de se desintoxicar o organismo. A terapia dura em média de 6 meses a 2 anos, dependendo da quantidade de mercúrio acumulado no cérebro.
Agentes Queladores
E consiste basicamente na administração de agentes queladores como ALA (alpha lipoic acid) que é um antioxidante e/ou DMSA (dimercapto succinic acid). Muitos pais decidiram por não utilizar o DMSA devido ao risco de danos ao fígado. Nos EUA o ALA é vendido sem receita médica, podendo ser adquirido em supermercados, lojas de vitaminas e farmácias. Já o DMSA é de uso controlado e necessita de receita médica para ser adquirido.
Thimerosal x Vacinas
Já é sabido que os autistas são mais sensíveis a certos agentes tóxicos do que outras, em especial ao mercúrio, utilizado em vacinas infantis sob a forma de Thimerosal que é usado como conservante em vacinas múltiplas (mais de uma vacina num mesmo frasco), vacinas multidose (várias doses extraídas de um mesmo frasco), vacinas para gripe, sprays nasais, etc. Nos Estados Unidos, desde 2001 está proibida a produção de vacinas contendo Thimerosal como conservante.
Quelação no Brasil
No Brasil, esta terapia ainda é nova, enquanto que em outros países já é utilizada com muito sucesso já há alguns anos. Os profissionais indicados para acompanhamento seriam os chamados médicos ortomoleculares, porém não conhecemos no Brasil profissionais desta especialidade que sigam os protocolos DAN (DAN Protocol) e Protocolo Andy (Andy Protocol) amplamente utilizados nos Estados Unidos.
Exames
A partir da realização de exames como o mineralograma (feito com amostras de fios de cabelo) e outros de sangue e fezes pode-se fazer a contagem do nível dos minerais, essenciais, etc. presentes no organismo. E com isso determinar a necessidade ou não de agentes queladores e/ou compostos vitamínicos específicos. É recomendado o acompanhamento médico para verificar o progresso na desintoxicação, o que normalmente consista na realização de exames de fezes e urina para detectar o que (minerais tóxicos) e quanto está sendo excretado.
Nos Estados Unidos
O tratamento está sendo amplamente utilizado nos EUA com muito sucesso. Crianças autistas tem apresentado melhoras significativas no seu quadro geral, muitas delas, inclusive, voltando a falar e recuperando outras habilidades relacionadas ao desenvolvimento, chegando até mesmo a deixarem de ser "rotuladas" com autistas.
Nota:
As informações aqui constantes não representam aconselhamento médico, refletem única e exclusivamente a opinião do autor. Para esclarecer suas dúvidas ou recomendar tratamento, sugerimos que procure um profissional.
http://www.autistas.org/
IMPORTANTE
• Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
•As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Autismo
Vendo todo material sobre autismo vejo e me identifico demais com o amor que nós pais de crianças duas “vezes especial” sentem e trabalham sua mais sublime paciência.
Assim como qual quer outra criança considerada “normal” o autista é capaz de ensinar cada dia que o amor é o tempero mais saboroso de se sentir. Mesmo elas sendo privilegiadas por terem um mundo só delas um mundo interior muito maior que o mundo exterior, um mundo muito particular. Mesmo assim podemos trazer pra nossa realidade por alguns instantes mais não é tarefa fácil, pra conseguir esse feito passaremos juntos por algumas dificuldades e obstáculos mais a única palavra que define e facilita esse feito é AMOR.
Ser amor a qual quer hora, ser amor de corpo inteiro!
É amar o desconhecido!
Assim como qual quer outra criança considerada “normal” o autista é capaz de ensinar cada dia que o amor é o tempero mais saboroso de se sentir. Mesmo elas sendo privilegiadas por terem um mundo só delas um mundo interior muito maior que o mundo exterior, um mundo muito particular. Mesmo assim podemos trazer pra nossa realidade por alguns instantes mais não é tarefa fácil, pra conseguir esse feito passaremos juntos por algumas dificuldades e obstáculos mais a única palavra que define e facilita esse feito é AMOR.
Ser amor a qual quer hora, ser amor de corpo inteiro!
É amar o desconhecido!
sábado, 22 de janeiro de 2011
Estudo que vinculava autismo e vacina tríplice foi "falsificação elaborada"
6 de Jan de 2011
PARIS — Um estudo de 1998 que semeou pânico no mundo anglo-saxão ao vincular o autismo infantil à vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) foi uma "falsificação elaborada", assinala nesta quinta-feira o British Medical Journal (BMJ).
A revista médica britânica The Lancet se retratou formalmente, em fevereiro de 2010, sobre esta investigação e decidiu retirar o artigo publicado, o que provocou uma queda da vacinação com a tríplice na Grã-Bretanha.
The Lancet havia reconhecido já em 2004 que não devia ter publicado o estudo dirigido pelo dr. Andrew Wakefield, que fazia temer um possível vínculo entre a vacina tríplice viral e o autismo, e que provocou uma grande controvérsia na Grã-Bretanha.
Várias investigações (britânica, canadense, americana), publicadas depois do controvertido estudo, que só levou em conta uma amostragem de 12 crianças, não encontrou qualquer correlação entre o aparecimento do autismo e a vacina tríplice.
De fato, o principal autor do estudo, que criou pânico ao publicar seu estudo na prestigiosa revista médica, foi acusado de irregularidades e de ter levado adiante uma pesquisa sem respeitar a ética médica.
The Lancet, ao retratar-se do artigo, acatou uma decisão do General Medical Council (Conselho Geral de Medicina) britânico, segundo o qual alguns elementos do artigo de 1998 de Wakefield e seus coautores eram inexatos e seus métodos de pesquisa pouco éticos.
Em março passado, a justiça americana rejeitou qualquer vínculo entre a tríplice vacina administrada em William Mead quando era bebê e os sintomas de autismo que se desenvolveram mais tarde.
Três famílias já viram rejeitadas suas demandas por casos similares.
A atitude de muitos pais, de se negar a vacinar seus filhos contra as infecções infantis, contribuiu para um aumento de casos de sarampo nos Estados Unidos e em alguns países europeus há muitos anos, segundo os serviços americanos de controle e prevenção de doenças.
PARIS — Um estudo de 1998 que semeou pânico no mundo anglo-saxão ao vincular o autismo infantil à vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) foi uma "falsificação elaborada", assinala nesta quinta-feira o British Medical Journal (BMJ).
A revista médica britânica The Lancet se retratou formalmente, em fevereiro de 2010, sobre esta investigação e decidiu retirar o artigo publicado, o que provocou uma queda da vacinação com a tríplice na Grã-Bretanha.
The Lancet havia reconhecido já em 2004 que não devia ter publicado o estudo dirigido pelo dr. Andrew Wakefield, que fazia temer um possível vínculo entre a vacina tríplice viral e o autismo, e que provocou uma grande controvérsia na Grã-Bretanha.
Várias investigações (britânica, canadense, americana), publicadas depois do controvertido estudo, que só levou em conta uma amostragem de 12 crianças, não encontrou qualquer correlação entre o aparecimento do autismo e a vacina tríplice.
De fato, o principal autor do estudo, que criou pânico ao publicar seu estudo na prestigiosa revista médica, foi acusado de irregularidades e de ter levado adiante uma pesquisa sem respeitar a ética médica.
The Lancet, ao retratar-se do artigo, acatou uma decisão do General Medical Council (Conselho Geral de Medicina) britânico, segundo o qual alguns elementos do artigo de 1998 de Wakefield e seus coautores eram inexatos e seus métodos de pesquisa pouco éticos.
Em março passado, a justiça americana rejeitou qualquer vínculo entre a tríplice vacina administrada em William Mead quando era bebê e os sintomas de autismo que se desenvolveram mais tarde.
Três famílias já viram rejeitadas suas demandas por casos similares.
A atitude de muitos pais, de se negar a vacinar seus filhos contra as infecções infantis, contribuiu para um aumento de casos de sarampo nos Estados Unidos e em alguns países europeus há muitos anos, segundo os serviços americanos de controle e prevenção de doenças.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Segundo uma pesquisa recente alerta que os portadores do Déficit de atenção correm risco de sofrem demência na velhice
Neurologista brasileiro pede, contudo, que conclusões da pesquisa argentina que propõe relação entre os problemas sejam vistas com cautela
Adultos que sofrem de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) teriam três vezes mais chances de desenvolver uma forma comum de demência na velhice, defende uma pesquisa publicada na edição de janeiro do periódico European Journal of Neurology.
Pesquisadores argentinos confirmaram a relação após analisar o histórico de 360 pacientes com demência degenerativa, 109 com demência com corpos de Lewy (DCL), doença semelhante ao Alzheimer e com sintomas de Parkinson, e 251 com Alzheimer propriamente. Os resultados mostraram que 48% dos pacientes com DCL haviam sofrido transtorno de déficit de atenção e hiperatividade quando jovens. No grupo com Alzheimer, somente 15% tiveram TDAH na idade adulta.
A DCL – segunda causa mais comum de demência na velhice depois do Alzheimer – é um problema neurológico com efeito progressivo e compromete habilidades físicas e mentais. Além disso, pacientes com essa doença podem ter alucinações e problemas de movimento espontâneo, semelhantes aos observados no Parkinson. “DCL ocorre em cerca de 10% dos casos de demência em pessoas idosas. Podemos considerar, porém, que pode haver um subdiagnóstico, já que a doença tem características comuns ao Alzheimer e ao Parkinson”, diz Angel Golimstok, autor da pesquisa.
O TDAH é considerado um dos distúrbios de comportamento mais recorrentes no consultório de psiquiatras que atendem crianças e adolescentes. A doença causa problemas de atenção, além de hiperatividade e impulsividade. “Acreditamos que nosso estudo é o primeiro a examinar e encontrar uma relação clara entre adultos com sintomas de TDAH e DCL”, diz Golimstok.
Sintomas podem confundir — Para o neurologista brasileiro Erasmo Casella, sintomas normalmente confundidos com TDAH, como a distração, podem surgir com a idade ou como sinais iniciais de uma demência. Isso pode levar familiares a deduzir que o paciente tinha o distúrbio na juventude. "Esse tipo de observação sempre deve ser vista com cautela, já que não e fácil um diagnóstico retrospectivo de TDAH em pessoas de idade avançada", afirma.
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