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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Desespero pela Cura do Autismo

Os diagnósticos evoluíram, mas são poucos os tratamentos eficazes. Pais recorrem a terapias alternativas suspeitas e, com frequência, arriscadas

QUANDO SE DIAGNOSTICOU AUTISMO em Benjamin, seu primogênito, Jim Laidler e sua esposa começaram a buscar ajuda. “Os neurologistas diziam: ‘Não sabemos as razões para o autismo nem quais serão as consequências para seu filho’”, relata Laidler. “Ninguém dizia: ‘Essas são as causas; esses, os tratamentos’.”

Mas, ao pesquisarem na internet, os Laidlers, moradores de Portland, no estado americano de Oregon, encontraram dúzias de tratamentos “biomédicos” que prometiam amenizar ou mesmo curar a incapacidade de Benjamin de falar, interagir socialmente ou controlar seus movimentos. E, assim, os Laidlers testaram essas terapias em seus fi lhos; começaram com vitamina B6 e magnésio, dimetilglicina e trimetilglicina – suplementos nutricionais –, vitamina A, dietas livres de glúten e caseína, secretina – hormônio envolvido na digestão – e quelação, terapia medicamentosa destinada a eliminar chumbo e mercúrio presentes no organismo. Aplicaram esses supostos tratamentos a David, irmão caçula de Benjamim, também diagnosticado com autismo. A quelação não pareceu ser de muita ajuda. Foi difícil perceber qualquer efeito decorrente da secretina. As dietas trouxeram esperança; para onde fossem, os Laidlers carregavam a própria comida. E Papai e Mamãe continuaram a alimentar os garotos com inúmeros suplementos, modifi cando as doses de acordo com cada alteração comportamental.
O primeiro sinal de fracasso dessas experiências veio quando a mulher de Laidler, cada vez mais cética, interrompeu a administração dos suplementos a Benjamin. Ela esperou dois meses para revelar esse segredo ao marido. Seu silêncio chegou ao fi m quando Benjamin, em uma viagem da família à Disneylândia, pegou um waffl e de cima de um bufê e o devorou. Os pais observaram a cena horrorizados, convencidos de que o garoto teria uma regressão do quadro no mesmo instante em que sua dieta restrita fosse interrompida. Mas isso não aconteceu.
Jim Laidler tinha o dever de saber disso: é anestesista. Desde o começo, estava ciente de que os tratamentos usados em seus fi lhos não passaram por testes clínicos aleatórios,
o padrão-ouro para terapias médicas. “No princípio, tentei resistir”, justifi ca. Mas a esperança venceu o ceticismo.
Todos os anos, centenas de milhares de pais sucumbem à mesma tentação de encontrar algo capaz de aliviar os sintomas de seus sofridos fi lhos e fi lhas: ausência de fala ou comunicação, interações sociais ineptas, comportamentos repetitivos ou restritos, como bater palmas ou fi xar-se em um objeto. De acordo com alguns estudos, quase 75% das crianças autistas recebem tratamentos “alternativos” não desenvolvidos pela medicina convencional. Além disso, essas terapias frequentemente são enganosas; não passam por testes de segurança ou efi cácia, podem ser caras e, em alguns casos, produzir danos.

SEM CAUSA, SEM CURA

AUMENTA MUITO A DEMANDA PARA O TRATAMENTO DE AUTISMO, pois mais crianças estão sendo diagnosticadas sob critérios cada vez mais amplos. No início dos anos 1970, quando o autismo era conhecido como “psicose infantil” – mistura de défi cits sociais e defi ciência mental –, considerava-se essa condição rara. Os pediatras recomendavam aos pais já afl itos de uma criança de 8 meses que, por exemplo, não fazia contato ocular que “dessem tempo ao tempo”.
Estudos indicavam, nos Estados Unidos, que cerca de 5 crianças em 10 mil apresentavam autismo, mas essa proporção aumentou quando os médicos redefi niram a condição como transtorno do espectro autista, que inclui sintomas mais leves. Com a publicação, em 1994, da versão atualizada da bíblia da psiquiatria, o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, conhecido como DSM, incluíram-se a síndrome de Asperger – condição altamente incapacitante, popularizada pelo fi lme Rain Man – e um grupo abrangente, denominado “transtornos invasivos do desenvolvimento, sem outra especifi cação”. Os médicos também começaram a perceber os benefícios do diagnóstico e tratamento precoces. Em 2007, a Academia Americana de Pediatras recomendava a avaliação universal para autismo de todas as crianças entre 18 e 24 meses. Nessa época, a taxa de incidência de autismo disparou para 1 em 110 crianças.
É controverso dizer que diagnósticos mais sofi sticados refl etem um aumento real dos casos, pois pouco se sabe sobre as causas desse problema. “Na grande maioria dos portadores de autismo, não conseguimos identifi car nenhum fator genético claro”, indigna-se David Amaral, diretor de pesquisa do Instituto Mind, ligado à University of California em Davis, e presidente da Sociedade Internacional de Pesquisa do Autismo. Não há biomarcadores disponíveis para indicar as crianças sob risco nem para aferir a efi cácia dos tratamentos. O conjunto mais substancial de pesquisa está relacionado às intervenções comportamentais destinadas a ensinar interação social e comunicação, que parecem ajudar de várias formas algumas crianças.
A falta de terapias empiricamente comprovadas torna mais fácil “vender a esperança”, trabalho dos vendedores de tratamentos não testados. “O que se tem é uma combinação de pseudociência e fraude”, considera Stephen Barrett, psiquiatra aposentado de Chapel Hill, na Carolina do Norte, que escreve sobre terapias médicas duvidosas em seu site Quackwatch.com. “Os pais estão sob grande estresse. E querem ajudar muito seus fi lhos a melhorar. Com o tempo, percebem uma recuperação, mas dão créditos às coisas erradas.” Esses ganhos não são decorrentes do “tratamento”, elucida o psiquiatra, mas do desenvolvimento da criança com o passar dos anos.
Proliferam na internet os vendedores de fórmulas mágicas. Um site afi rma que os pais podem “combater o autismo de seus fi lhos” ao comprar um livro de US$ 299; outro veicula um vídeo de “uma menina autista que apresenta melhoras após receber injeções de células- tronco”. Muitos pais confessam obter informações da internet e, segundo o cientista associado do Centro de Estudo Infantil de Yale, Brian Reichow, “vários deles se baseiam em relatos fantasiosos, amigos ou outros parentes”. “Quando se trata de autismo, a pesquisa não sobrepujou os tratamentos.”

Ter esperança também não custa barato. Tratamentos alternativos, como a câmara hiperbárica de oxigênio (empregada para reverter a doença da descompressão), que eleva por algum tempo os níveis de oxigênio sanguíneo, custam US$ 100 por hora ou mais, com uma ou duas sessões de uma hora recomendadas diariamente. As terapias de integração sensorial – que podem variar de envolver a criança em cobertores ou acomodá-la em uma máquina de abraçar para brincar com massas de modelar aromatizadas – podem custar até US$ 200 a hora. Os prestadores desses serviços chegam a cobrar US$ 800 a hora por uma consulta e milhares a mais por vitaminas, suplementos e exames laboratoriais. Pais sob monitoramento contínuo da Rede Interativa de Autismo, ligada ao Instituto Kennedy Krieger de Baltimore, relatam gastar uma média de US$ 500 mensais. O único tratamento para autismo que provou ser algo efi caz – a terapia do comportamento – pode também ser o mais caro, pelo menos US$ 33 mil anuais. Embora esses custos geralmente sejam cobertos por programas governamentais de intervenção precoce e pelas redes de escolas públicas, pode ser longa a espera por serviços e avaliações gratuitos. Dito isso, os custos médicos e não médicos do autismo crescem a uma média de US$ 72 mil ao ano, de acordo com a Escola de Saúde Pública de Harvard.

POÇÕES MÁGICAS

A NÃO COMPROVAÇÃO DOS TRATAMENTOS se estende às medicações. Alguns

médicos prescrevem drogas aprovadas para outras doenças. Os compostos incluem Lupron – bloqueador da produção orgânica de testosterona (nos homens) e estrogênio (nas mulheres) –, usado para tratar câncer de próstata e “castrar quimicamente” estupradores. Os médicos também receitam Actos, medicamento utilizado na diabetes, e imunoglobulina G intravenosa, geralmente administrada em pacientes com leucemia e aids pediátrica. Todas as três medicações têm graves efeitos colaterais, e sua efi cácia e segurança no combate ao autismo nunca foram testadas.
Outra terapia médica reconhecida que se transformou em “cura” para o autismo é a quelação, principal tratamento para intoxicação por chumbo. A droga converte chumbo, mercúrio e outros metais em compostos quimicamente inertes, que podem ser excretados pelo corpo via urina. Algumas pessoas acreditam que a exposição a esses metais, em particular o metilmercúrio (usado como conservante em vacinas), pode levar ao autismo, mesmo que nenhum estudo tenha demonstrado essa ligação. Na verdade, a taxa de diagnóstico de autismo continuou a crescer após a retirada do metilmercúrio da maioria das vacinas, em 2001. A quelação pode provocar insufi ciência renal, especialmente na forma intravenosa, a mais indicada para o autismo. Em 2005, um menino autista de 5 anos morreu, na Pensilvânia, após receber a quelação intravenosa

Em 2006, uma preocupação com esse quadro levou o Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH, na sigla em inglês) a anunciar planos para a realização de experimentos de quelação controlados aleatoriamente para autismo. Mas o Instituto engavetou o estudo em 2008, pois os pesquisadores não conseguiram encontrar “uma evidência clara de benefício direto”, e o tratamento colocava as crianças em um “risco superior ao mínimo”. Em parte, o receio dos cientistas do Instituto surgiu de estudos laboratoriais demonstrando problemas cognitivos em ratos que receberam a quelação e não apresentavam intoxicação por metais. “Não acho que alguém tinha muita fé nesse tratamento como a solução para um grande número de crianças”, adverte o diretor do NIMH, Thomas R. Insel. Seus pesquisadores, acrescenta, estão “mais interessados em testar medicamentos que apresentem uma base mecânica”.
Como era de esperar, o cancelamento do estudo alimentou acusações de que a Grande Ciência ignorava as terapias alternativas. Sempre se injetou mais dinheiro para descobrir novas curas que dão certo que para desacreditar aquelas que não funcionam. Até recentemente, a maior parte das investigações sobre autismo foi conduzida dentro dos campos das ciências sociais e da educação especial, áreas em que os orçamentos para pesquisa são modestos e os protocolos, muito diferentes dos empregados na medicina. Às vezes, há o envolvimento de somente uma criança no estudo. “Nem podemos chamar isso de evidência”, critica Margaret Maglione, diretora- associada do Centro Sul-californiano de Prática baseada em Evidência (ligada à corporação Rand).

Simplesmente não há uma pesquisa científi ca de ponta sobre tratamentos para autismo; quando existe, a quantidade de indivíduos estudados é, em geral, pequena. Em 2007, a Colaboração Cochrane, órgão independente avaliador da pesquisa médica, promoveu uma revisão das dietas livres de glúten e caseína, baseadas na premissa de que os compostos presentes na caseína, uma proteína láctea, e no glúten, uma proteína do trigo, interferem nos receptores cerebrais. A Cochrane identifi cou dois experimentos clínicos muito pequenos, um com 20 participantes e outro com 15. O primeiro estudo revelou certa redução nos sintomas de autismo; o segundo nada encontrou. Um novo exame leatoriamente controlado em 14 crianças, publicado em maio deste ano por Susan Hyman – professora-associada de pediatria da Escola de Medicina e Odontologia da University of Rochester –, não identifi cou alterações nos padrões de atenção, sono e evacuação, nem no comportamento autista característico. “Paulatinamente, acumulam- se indícios de que (a dieta) não traz tantos benefícios quanto o esperado”, explica Susan E. Levy, pediatra do Hospital Infantil de Filadélfi a, que fez a análise das evidências em conjunto com Hyman.
É a primeira vez que Levy sente na pele o nível de esforço necessário para mudar a opinião pública. A secretina tornou-se uma commodity em alta depois de um estudo, em 1998, apontar que três crianças apresentarammelhoras no contato visual, no grau de alerta e no uso signifi cativo da linguagem, após receberem o hormônio durante um procedimento diagnóstico para complicações gastrintestinais. A imprensa, incluindo o Good Morning America e o Ladies’ Home Journal, divulgou relatos exultantes de pais que viram seus fi lhos transformados. O Instituto Nacional de Desenvolvimento Humano e Saúde Infantil se apressou em fi nanciar experimentos clínicos. Até maio de 2005, cinco estudos clínicos aleatórios não haviam conseguido revelar qualquer benefício, e o interesse pela secretina desapareceu. Passaram anos para pôr um ponto fi nal nessa história, revela Levy, que auxiliou na condução de várias dessas experiências: “A pesquisa é muito trabalhosa e o progresso pode ser lento”. Os pais podem se sentir desamparados, acrescenta a pediatra, e “querem esgotar todas as alternativas possíveis”.

A boa notícia é que a maior demanda por terapias comprovadas está atraindo investimentos para pesquisa. Em 2001, quando se realizou o primeiro Encontro Internacional para Pesquisa em Autismo, não havia mais que 250 participantes. Em maio último, na Filadélfi a, 1,7 mil pesquisadores, estudantes de graduação e defensores dos interesses de pais participaram do congresso. Novas tecnologias e uma ampliação da consciência da população ajudaram o autismo a se tornar um objeto de pesquisa mais atrativo. E, em meados dos anos 1990, os pais começaram a adotar sofi sticadas táticas de lobby e arrecadação de fundos, empregadas para aids e câncer de mama, recorrendo a fundações e ao governo federal. Como resultado, na última década o fi nanciamento para pesquisa em autismo nos Estados Unidos subiu 15% ao ano, com ênfase nas aplicações clínicas. Em 2009, os Institutos Nacionais de Saúde alocaram US$ 132 milhões em recursos para o trabalho com autismo, com um adicional de US$ 64 milhões decorrentes da Lei para a Recuperação e Reinvestimento Americanos [American Recovery and Reinvestiment Act]; boa parte dessa verba é destinada ao desenvolvimento de protocolos de pacientes e outras ferramentas investigativas. Em 2008, as fundações privadas, incluindo a Fundação Simons e a Autism Speaks, ontribuíram com US$ 79 milhões. Segundo a Autism Speaks, investiram-se aproximadamente 27% de todos os recursos em tratamentos investigativos; 29%, nas causas; 24%, em biologia básica; 9%, em diagnóstico.
Essas buscas recentes reúnem esforços para descobrir se a intervenção precoce com terapias do comportamento – que ensinam habilidades sociais por meio do reforço e recompensa – pode ser usada de maneira bem-sucedida em crianças muito novas, quando o cérebro é mais fl exível ao aprendizado da linguagem e da interação social. Um estudo conduzido por várias universidades, lançado on-line em novembro de 2009, revelou ganhos substanciais nas habilidades linguísticas, na realização de atividades cotidianas e no QI (17,6 pontos, em comparação com 7 pontos no grupo-controle) de crianças submetidas à terapia comportamental por 31 horas semanais, durante dois anos, começando quando tinham entre 18 e 30 meses. Sete das 24 crianças no grupo de tratamento melhoraram tanto que seu diagnóstico evoluiu de autismo para “sem outra especifi cação”, a forma mais leve; somente uma criança das 24 expostas a outras intervenções recebeu um diagnóstico mais brando. A Rede de Tratamento de Autismo criou um registro de mais de 2,3 mil crianças, a fi m de pesquisar tratamentos para as complicações médicas habitualmente sofridas por autistas (em particular problemas gastrintestinais e difi culdades no sono), e planeja desenvolver guias passíveis de ser usados por pediatras nos Estados Unidos.
POR UMA CIÊNCIA REAL DO AUTISMO NO AFÃ DE ENCONTRAR EDICAMENTOS, incluindo aqueles usado sem outros distúrbios neurológicos, obstáculos mais difíceis devem ser vencidos. As intervenções médicas até agora foram “um pouco desanimadoras”, lamenta Insel. Antidepressivos, por exemplo, que estimulam a produção cerebral de serotonina, um neurotransmissor, são muito efi cazes em reduzir os movimentos de mão repetidos nos transtornos obsessivocompulsivos, mas, em agosto, uma revisão patrocinada pela Colaboração Cochrane revelou que essas drogas não aliviaram os movimentos repetidos típicos do autismo. Entre as novas candidatas estão uma medicação que desencadeia o sono de movimento rápido dos olhos, ausente na criança autista, e a ocitocina, um hormônio indutor do parto e da lactação que, supostamente, estimularia os laços entre mãe e fi lho. Em fevereiro, estudo publicado pelo Centro Nacional de Pesquisa Científi ca francês descobriu que, após inalar ocitocina, 13 adolescentes portadores de Asperger apresentavam um melhor desempenho na identifi cação de imagens faciais. Mas, entre as evidências encontradas em um único estudo e a noção de que essa droga poderia aliviar os sintomas mais devastadores do autismo, há uma enorme distância. Nas palavras de Insel, “temos muito trabalho a fazer”.


E esse trabalho está começando a ser realizado. Em junho, uma associação de pesquisadores analisou os genes de 996 crianças da primeira à quinta série escolar e descobriu novas e raras variações genéticas em autistas. Muitas dessas imperfeições afetam genes que controlam a comunicação através das sinapses – os pontos de contato entre neurônios no cérebro, foco central das investigações sobre autismo. “As presentes mutações são diferentes [entre os indivíduos], mas há algumas vias biológicas em comum”, segundo Daniel Geschwind, um dos coordenadores dessa pesquisa e professor de neurologia e psiquiatria da Escola David Geff en de Medicina da UCLA. Geschwind é também fundador do Autism Genetic Resource Exchange, um banco de dados utilizado no estudo com amostras de DNA de mais de 1,2 mil famílias com casos de autismo. Os exames para confi rmar um culpado – ou comprovar tratamentos que possam corrigir as variações – ainda estão longe de ocorrer.
Por enquanto, os pais devem cada vez mais optar por não fazer experiências em seus fi lhos, isso se conseguirem dormir tranqüilos à noite. Quando seu fi lho, Nicholas, foi diagnosticado aos 2 anos, Michael e Alison Giangregorio, moradores de Merrick (estado de Nova York), decidiram usar somente tratamentos com bases científi cas, como a análise comportamental aplicada. “É muito difícil e desafi ador ajudar meu fi lho”, desabafa Michael. “Não estava disposto a tentar terapias experimentais. Era meu dever aplicar somente aquilo em que médicos e pesquisadores despenderam tempo para comprovar o funcionamento e provar que não causaria nenhum dano adicional.” Hoje, Nicholas tem 9 anos e, embora permaneça não verbal, a terapia do comportamento o ensinou a usar sinais físicos para indicar quando precisa ir ao banheiro. Agora, ele pode lavar suas mãos, sentar-se à mesa em um restaurante e caminhar pelos corredores de uma farmácia sem fi car batendo palmas. “Obviamente, o objetivo da minha e da maioria das famílias é levar a vida mais normal possível”, relata Michael, executivo de Wall Street, de 45 anos. “Normal é sair para jantar com a família.”

Mãe de duas crianças com autismo tem dificuldade para encontrar escola para os filhos

Portadores de grau leve do transtorno que afeta a comunicação, os dois irmãos foram rejeitados por colégios da Capital

Marcelo Gonzatto

marcelo.gonzatto@zerohora.com.br
 
 
 
Encontrar uma escola para seus dois filhos — uma menina de seis anos e um menino de três — se transformou em drama para uma mãe em Porto Alegre. Portadoras de um grau leve de autismo, as crianças já foram rejeitadas em duas escolas particulares próximas de sua casa. Agora, a mãe pensa em se mudar para perto de um colégio que aceite o casal de irmãos. Motivado por casos como esse, o Ministério Público Estadual (MPE) tem um inquérito civil sobre inclusão escolar em andamento na Capital.
A mãe das crianças, Alessandra Araújo Gudolle, conta que a menina atualmente cursa a 1ª série do Ensino Fundamental no colégio Pastor Dohms, no bairro Cavalhada, onde mora. Porém, como a escola vai se transferir para outra região da cidade, Alessandra se viu obrigada a procurar um novo estabelecimento para Júlia fazer a 2ª série, e o irmão menor, Eduardo, ingressar na pré-escola. Até agora, não teve sucesso.
Na primeira tentativa, no colégio Santa Tereza de Jesus, no bairro Cavalhada, diz ter ouvido da direção que o estabelecimento “não faz inclusão”. Argumentou que os sintomas dos dois filhos são amenos e se manifestam como uma espécie de timidez mais intensa, sem necessidade de equipe especial de atendimento ou de adaptações físicas da escola. Nem mesmo foram recebidos para uma visita às dependências.
A família se encheu de esperança após uma visita a outro estabelecimento próximo, o Maria Imaculada, localizado no bairro Praia de Belas. Fizeram uma primeira visita ao local, onde já estuda cerca de uma dezena de alunos portadores de deficiências físicas ou mentais. Porém, um dia depois, Alessandra foi chamada e informada de que não poderia fazer a matrícula. A dupla rejeição abalou a pequena estudante. Como sua escola vai mudar de endereço, praticamente todos os colegas já anunciam entre si onde vão estudar ano que vem — menos Júlia.
 
— Eu digo para a minha filha que os colégios não têm vaga para ela. Mas todos os outros colegas já comentam sobre a escola onde vão estudar no ano que vem. Ela chora e tem dificuldade para dormir à noite — revela Alessandra.

Especialista destaca o estudo em escola regular
A pedagoga Adriana Latosinski Kuperstein, especializada em autismo, afirma que a inclusão escolar é fundamental para o desenvolvimento das habilidades.
— Estudar em uma escola regular melhora o prognóstico. Além disso, o tratamento precoce tende a amenizar os sintomas a ponto de que, em muitos casos, só os familiares e especialistas conseguem detectar o autismo — comenta Adriana.
Como o médico da família não recomenda grandes deslocamentos para os irmãos no caminho para a escola, a mãe agora cogita se mudar a fim de que a menina continue estudando no Pastor Dohms ou em outra escola que a aceite.
— Muitas pessoas acham que autista é aquela pessoa que bate a cabeça e grita. Mas isso é um estereótipo. Minha filha tem avaliações excelentes na 1ª série — afirma Alessandra.
Inclusão de deficientes é apenas parcial
A legislação estabelece que a política educacional brasileira deve privilegiar a inclusão de portadores de deficiência no sistema regular de ensino. Porém, a falta de uma determinação mais explícita sobre a obrigatoriedade de matrículas faz com que a inclusão escolar seja apenas parcial.
Por meio de um inquérito civil, o Ministério Público Estadual acompanha há cerca de dois anos relatos semelhantes aos de Alessandra. Foi estabelecida uma comissão com as secretarias da educação do Estado e de Porto Alegre, entidades de defesa dos direitos de portadores de deficiência e do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado do Estado (Sinepe).
— Estamos em uma fase de transição, em que as escolas públicas e privadas ainda não conseguem atender a toda diversidade de situações. Por isso, a solução razoável foi montar um cadastro com que tipo de deficiência cada estabelecimento pode lidar. Espero receber o resultado final em breve — diz a promotora da Infância e da Juventude Synara Buttelli.
Synara afirma que, apesar de a legislação pregar a inclusão, é preciso ter compreensão quando a deficiência do aluno exigir uma estrutura física ou de pessoal inexistente. Nesse caso, segundo ela, fica difícil cobrar a matrícula. Porém, quando a deficiência é considerada leve, em tese não haveria razão para negar o acesso:
— Do ponto de vista legal, existe, sim, o direito de a criança ser incluída no ensino regular. Infelizmente, isso não ocorre de uma hora para outra.
O presidente do Sinepe, Osvino Toillier, afirma que há mais de um ano não há relatos de recusa de matrícula.
— Entendemos que a escola particular deve ser inclusiva, mas não há como todas elas atenderem a todos os tipos de deficiência — ressalva.

Contrapontos

O que diz Rosane de Almeida, coordenadora pedagógica da 1ª etapa do colégio Maria Imaculada

“A escola trabalha com vários casos de inclusão, desde o maternal até o Ensino Médio. O que ocorreu é que, neste momento, chegamos ao nosso limite para que a gente possa fazer um atendimento qualificado. Devido à questão do nosso número de profissionais, não temos, no momento, como aceitar novos casos. Queremos ampliar, mas precisamos fazer isso com respeito e responsabilidade, principalmente em relação às crianças que já atendemos.”
O que diz a direção do colégio Santa Teresa de Jesus
Zero Hora deixou três recados com a direção do estabelecimento, ontem à tarde, mas não obteve retorno.





 
 
 
 
 

O Governo Baiano e os autistas

Impressiona a insensibilidade de setores do governo estadual ante a situação das entidades criadas para o atendimento a autistas e seus familiares. Depois de uma luta insana, representantes dos autistas conseguiram ver aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia a lei 10.553/07, de autoria do ex-deputado Padre Joel, que obriga a destinação de verbas de apoio à ação daquelas instituições, mas o governo até hoje não atendeu à determinação legal.

Com isto, tivemos o triste registro, na semana passada, do encerramento das atividades da Associação Autista de Feira de Santana, fechada há dois meses. E, em Salvador, a Associação Baiana de Autismo (ABA) e a Associação dos Amigos do Autista da Bahia (AMA), pioneira no Estado, convivem com grandes dificuldades e muitos pais de portadores da doença tem sido obrigados a recorrer à Justiça para garantir tratamento gratuito dos seus filhos.
Somente na AMA, que já atende a cerca de 100 autistas, existe uma lista de espera com mais de 300 nomes. Curioso é que o governo baiano não dá explicações porque tem tanta resistência a apoiar causa tão nobre e necessária. Simplesmente nega.

Espaço Articulado

DESENVOLVIMENTO INFANTIL:

ABORDAGEM PARA PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE



Data: 04 de dezembro de 2010 (sábado)
Horário: 9:00hs às 18:00hs
Local: R. General Almério de Moura, nº. 780- auditório
Real Parque – Morumbi – SP

Publico alvo: pediatras, psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais

Programa:

DIAGNÓSTICO NO CUIDADO PRIMÁRIO

9:00-10:30hs


Reconhecimento precoce de sinais de alteração no desenvolvimento neuro-psico-social da criança


Caia Pacifico
10:30-10:45hs

Café

10:45-12:15hs
Relação mãe-bebê: desenvolvimento do psiquismo
Maria da Graça Palmigiani

12:30-14:00hs
ALMOÇO

14:00-15:30hs
Apresentação e discussão de vídeos: um novo "olhar"
Jael Breitschwerdt


15:30-15:45hs

CAFÉ

16:00-17:30hs


Apresentação e discussão de caso – como o pediatra pode encaminhar a criança com "sinais" de algum transtorno em seu desenvolvimento neuro-psico-social?


Roberto Bittar

Antecipe sua inscrição. Vagas limitadas.

Investimento:
Até 30/10 – R$180,00
Até 20/11 – R$ 200,00

Informações para depósito:
Banco: Itau
Agencia:3186
Conta:15759-4

Enviar comprovante de deposito por e-mail, nome, RG,profissão e telefone
tatarissi@hotmail.com

Inscrições e informações: Thais (11) 76530130 ou 76505392

Espaço Aberto Saúde mostra os esforços feitos para tirar o autista do isolamento

A doença requer tratamento com equipe multidisciplinar. E os pais que não entenderem o mecanismo do transtorno podem maximizar o problema.


O Espaço Aberto Saúde desta terça-feira (23) vai falar sobre o autismo. A criança que tem a doença nasce aparentemente normal, mas, à medida que vai crescendo, não se comunica. Vive num mundo paralelo. O olhar vazio não percebe as pessoas à volta. Não tem o primeiro sorriso. Não tem a primeira palavra. Repete movimentos incessantemente. Os meninos são a maioria dos casos.

Em abril de 2010, a ONU declarou que a doença atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo. O autismo afeta, em média, uma em cada 150 crianças nascidas. Nos Estados Unidos, é dado um diagnóstico a cada 24 minutos. No Brasil, ainda não há estatísticas. Estima-se em um milhão o numero de pessoas que tem o problema.

Buscar informações e procurar ajuda de especialistas ainda é a forma mais indicada para lidar com a situação: a de uma doença que hoje não tem cura. Você vai ver os esforços feitos para tirar o autista do isolamento.

A doença requer tratamento com equipe multidisciplinar. Fonoaudiólogo e psicólogo comportamental são fundamentais para apoiar o paciente. E os pais que não entenderem o mecanismo do transtorno podem maximizar o problema.

Os médicos apontam a educação especializada como uma das maiores ferramentas para ajudar no desenvolvimento de uma criança autista.

Nos Estados Unidos, cientistas brasileiros anunciam uma descoberta que estabelece uma causa biológica para o distúrbio no cérebro. Essa pesquisa libera os pais de um peso que carregam - o de achar que não deram um amor necessário ao filho.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Experimento liga forma de autismo a DNA saltador

Os trechos de DNA apelidados pelos cientistas de "genes saltadores" -- capazes de copiar a si próprios para outros pedaços do genoma de um indivíduo -- estão relacionados a uma forma grave de autismo hereditária. A descoberta, descrita hoje pelo grupo do biólogo brasileiro Alysson Muotri em estudo na revista "Nature", foi feita num experimento que produziu neurônios dos portadores da doença a partir de amostras de pele.

O trabalho é o segundo artigo de impacto assinado por Muotri, professor da Universidade da Califórnia em San Diego, em menos de uma semana. Seis dias atrás, o cientista divulgou estudo mostrando como os neurônios "autistas" têm problemas para se interconectarem. Agora, ele relaciona o autismo a uma instabilidade genética, pois os chamados retrotransposons -- os "genes saltadores" -- podem bagunçar o DNA de uma célula e alterar seu funcionamento.



Para reproduzir o neurônios autistas em culturas de células dentro de um pires de laboratório, Muotri usou a mesma técnica nos dois trabalhos. Seu grupo fez células de pele adultas reverterem a um estado primitivo, similar ao de um tecido embrionário, e depois as estimulou a se desenvolverem assumindo a forma de neurônios.

Essa ferramenta usada no experimento, as células iPS (células-tronco de pluripotência induzida), revelou-se perfeita para estudar a doença, pois não seria possível extrair amostras de células vivas do cérebro de uma pessoa para entender seu desenvolvimento.
"Ao investigar como os genes saltadores são ativados especificamente no sistema nervoso, descobrimos que eles eram silenciados por uma proteína chamada MeCP2, que aparece de forma mutante na variação de autismo conhecida como síndrome de Rett", conta Muotri. A mutação na proteína, então, estaria implicada na proliferação dos retrotransposons.
Antes do experimento com as células iPS, Muotri já tinha obtido resultado similar usando camundongos transgênicos, portadores da mutação no gene estudado. "Criamos um modelo de cérebro tridimensional e descobrimos que as regiões do cérebro com maior número de neurônios afetados eram regiões relacionadas com os fenótipos [traços físicos] da síndrome de Rett", conta o cientista.
Muotri, porém, afirma que ainda é cedo para dizer o que é causa e o que é consequência no estudo de pacientes de autismo. "A gente confirmou que existem mais retrotransposons atuando no cérebro desses crianças, mas nós não temos ainda como estabelecer causalidade", diz. "Pode ser que eles não estejam causando o autismo. Pode ser que estejam contribuindo para algumas formas de autismo, apenas."

Segundo o pesquisador, porém, a descoberta abre caminho para que se teste estratégias diferentes de tratamento no futuro. Medicamentos normalmente usados para atacar vírus (inibindo a cópia e multiplicação de DNA) poderiam eventualmente deter a proliferação desenfreada dos genes saltadores.
A ação dos retrotransposons no cérebro humano, contudo, pode não ser totalmente maléfica. O efeito benéfico, especula Muotri, seria o de conferir diversidade e complexidade aos neurônios, permitindo que a mente humana se estruture de maneira tão sofisticada. Talvez por isso a evolução os tenha preservado, apesar dos riscos.

Encontro!!!

Caros amigos, caras amigas:

A Afaga - Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista - promove os primeiros Encontros de Afago para Familiares de Gente Autista agora, nos dias 20 de novembro e 4 de dezembro, das 8h30 às 12h00. Os encontros se realizarão no Centro de Atendimento Educacional Especializado Pestalozzi da Bahia.

 
 Haverá cuidadores para apoio e um café da manhã.

 
O objetivo destes encontros é a troca de experiências e a formalização de propostas para o acolhimento social das pessoas autistas em nossa sociedade.

 
Solicitamos a gentileza de divulgar.

 
 Inscrições: http://www.afaga.com.br

 
Encontros de Afago

 
  • Dia: 4 de dezembro, sábado
  • Horário: 8h30 às 12h00  
  • Local: Auditório do CAEE Pestalozzi da Bahia
  • Av. Ademar de Barros, Ondina, Salvador, em frente ao portão da UFBA

Mais esclarecimentos, com Mariene (9956-1736) ou comigo, Argemiro (8798-6975) ou pelo site

 
http://www.afaga.com.br

 
Apoio

 
Associação Vida Brasil e vereadora Vânia Galvão

 

Argemiro Garcia

 Salvador, Bahia, Brasil

Coordenador da Afaga - Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista

 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Crianças autistas podem ser afetivas

Bom amigos, sei ainda muito pouco sobre autismo mais o suficiente pra ter a plena convicção de que "crianças autistas são afetivas sim". Meu Hermano ainda não fala (3 anos) mais acredito que além da medicina existe um medico que opera milagres DEUS. E quando chegar o momento ele vai se comunicar perfeitamente há sua maneira claro!! Meu filho tem diversos movimentos estereotipados bater de pés no chão, em alguns momentos da tapinha no rosto dele mesmo, em alguns momentos agita as mãos, é muito agressivo, inquieto... Mais se comunica a sua maneira e contrariando alguns médicos atendo todos os seus pedidos quando me usa de instrumento pra conseguir o que quer, afinal, dessa forma ele se comunica.


Ele é muito carinhoso, adora beijo na boca, adora dormir grudado em minhas costas, tem um travesseirinho que não larga por nada desse mundo kkkkkk e só aceita duas fronhas, ele é sensível a ponto de perceber quando algo ta errado entre eu e o seu pai (quando brigamos ele se agita muito).

Diante de diversas matérias relacionadas à falta de afeto sinto-me na obrigação de expor minha opinião que é contraria. Vejo nos olhos do meu filho a sua paixão, confiança, admiração, que tem por mim e como se sente frágil quando me afasto por algum tempo (até pra ir ao mercado se deixo ele chora, mesmo que eu saia nas escondidas, quando nota minha ausência ele chora).



Então amigos amem sem limites sem filhos sendo eles autistas ou não, por que na verdade são todos humanos, gerados da mesma forma, amamentados da mesma maneira...



Autistas amam sim!



ProgramaÇÃo do VI FÓrum Senado Debate Brasil

     ProgramaÇÃo do VI FÓrum Senado Debate Brasil

     ConvenÇÃo da ONU Sobre os Direitos das Pessoas com DeficiÊncia
      – Uma ConstituiÇÃo Viva e Cidadà –
            Brasília/DF

Dia 8 de dezembro – 4ª feira

9h – Cerimônia de abertura

Autoridades do Legislativo e do Executivo


10h – Painel 1: O processo de elaboração da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

Izabel Maria Madeira de Loureiro Maior – Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPDPD), da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República.


10h30min – Painel 2: Quem são, onde estão e o que fazem os brasileiros com deficiência


Denise Costa Granja – Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (CONADE).

Eduardo Pereira Nunes – Presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Alicia Bercovich - Servidora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


11h – Painel 3: O conceito de pessoa com deficiência segundo a Convenção da ONU

Débora Diniz Rodrigues – Professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB).

Ana Paula Crosara de Resende – Advogada e Diretora de Políticas Temáticas da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CORDE), da Secretaria dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.



11h30min – Debate (Painéis 1, 2 e 3)

12h – Intervalo para almoço


14h – Painel 4: A Convenção da ONU e a questão da inclusão social das pessoas com deficiência – foco: acessibilidade, habilitação e reabilitação


Mara Cristina Gabrilli – Vereadora do Município de São Paulo (SP).

Patrícia Almeida – Coordenadora-Geral da Inclusive, Agência para Promoção da Inclusão – Nova York, Estados Unidos.


14h30min – Painel 5: A Convenção da ONU e a questão da educação da pessoa com deficiência

Marthinha Clarete Outra dos Santos - Diretora de Políticas de Educação Especial do Ministério da Educação.

Senador Flávio Arns – Presidente da Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência (CASDEF) da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS).

15h – Painel 6: A Convenção da ONU e a questão da capacitação para o trabalho e emprego da pessoa com deficiência


Maria Aparecida Gugel – Subprocuradora-Geral do Ministério Público do Trabalho.


15h30min – Debate (Painéis 4, 5 e 6)

16h – Intervalo


16h15min – Painel 7: A Convenção da ONU e a questão da saúde das pessoas com deficiência – foco: processo de envelhecimento, prevenção de deficiências e intervenção precoce

Lúcia Willadino Braga – Presidente da Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação.


16h45min – Painel 8: A Convenção da ONU e a questão da pesquisa, da tecnologia e das ajudas técnicas


Marco Antônio Pellegrini – Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.

Patrícia Neves Raposo – Professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e coordenadora do Grupo de Trabalho Educação Especial e Inclusiva do Programa de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais da UnB.


17h15min – Painel 9: Pesquisa de opinião sobre a eficácia da legislação e dos programas existentes e o exercício da fiscalização

Ana Lúcia Novelli – Diretora da Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública do Senado Federal (SEPOP).

Teresa Costa d'Amaral – Superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD).

18h – Debate (Painéis 7, 8 e 9)




Dia 9 de dezembro – 5ª feira


9h – Conferência – A Convenção da ONU sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência no plano nacional e internacional

Joelson da Costa Dias – Ministro do Tribunal Superior Eleitoral.

José Antônio Dias Toffoli – Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Paulo de Tarso Vannuchi – Ministro Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH).

Ricardo Tadeu Marques da Fonseca – Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região.

Moderado pela jornalista Flávia Cintra, especialista em inclusão.

12h – Encerramento


Para inscrição acesse o site: http://www.interlegis.gov.br/inscreve_candidato_form?cod_evento=66